




Forma de gestão que se define pela relação ética e transparente da empresa com todos os públicos com os quais ela se relaciona e com o estabelecimento de metas empresariais compatíveis com o desenvolvimento sustentável da sociedade, preservando recursos ambientais e culturais para as gerações futuras, respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais.
A filantropia trata, basicamente, da ação social externa da empresa, tendo como beneficiária principal a comunidade em suas diversas formas (conselhos comunitários, organizações não-governamentais, associações comunitárias, etc.). A responsabilidade socioambiental, por sua vez, focaliza a cadeia de negócios da empresa e engloba preocupações com um público maior (acionistas, funcionários, prestadores de serviço, fornecedores, consumidores, comunidade, governo e meio ambiente), cujas demandas e necessidades a empresa deve buscar entender e incorporar em seus negócios. Assim, a responsabilidade socioambiental trata diretamente dos negócios da empresa e como ela os conduz.
Fonte: Instituto Ethos.
A preocupação das instituições financeiras com as questões ambientais ocorreu inicialmente como forma de evitar a responsabilização legal por danos ambientais produzidos por bens que eram recebidos como garantia de empréstimos.
A Comissão Européia, em 1989, emitiu diretiva sobre responsabilidade civil para danos causados por resíduos. As instituições financeiras bancárias da Europa passaram a preocupar-se com questões ambientais, uma vez que a diretiva responsabilizava tanto o produtor dos resíduos quanto o atual controlador. Os financiadores poderiam também responder nessa última condição.
Em 1990, nos Estados Unidos, a Justiça considerou a Fleet FactorsCorporation responsável pelos danos ambientais causados por um tomador de crédito, argumentando que esse banco tivera capacidade para influenciar nas decisões de gerenciamento de resíduos do tomador de crédito. A justiça condenou o banco a proceder a descontaminação do imóvel. Após essa condenação, uma pesquisa conduzida pela Associação dos Bancos Americanos constatou redução de 46% dos financiamentos para atividades consideradas ambientalmente arriscadas, como, por exemplo, a indústria química. Fonte: TOSINI, 2005.
Em 1992, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma/Unep) criou uma orientação para as instituições finaceiras – Unep-FI, integrando as recomendações existentes sobre aspectos ambientais a serem considerados nas operações e serviços do setor financeiro, dirigida ao amplo espectro de instituições financeiras, bancos comerciais e de investimentos, gerenciadores de ativos, bancos de desenvolvimento e agências multilaterias.
Em setembro de 1994, o Pnuma/Unep organizou a primeira mesa-redonda internacional de bancos comerciais para discutir questões sobre o meio ambiente e facilitar a troca de perspectivas e experiências para gerenciamento ambiental. Nessa reunião discutiu-se sobre a necessidade de avaliação de risco ambiental em processo de concessão de crédito, as oportunidades privadas e públicas em financiamento ambiental e as operações internas nas instalações dos bancos e performance ambiental.
O Banco Mundial desempenhou importante papel em direcionar recursos para o desenvolvimento sustentável. Seu compromisso com a sustentabilidade influenciou estratégias do setor bancário comercial e de investimento em todo o mundo. Até o final de 1996, tornou-se o maior fornecedor de recursos para programas e projetos de melhoria ambiental, com uma carteira de US$11,5 bilhões, cobrindo 153 projetos em 62 países.
Gradativamente, os banqueiros começaram a acreditar que o que é bom para o meio ambiente poderia ser bom para os bancos. Assim é que o BankAmerica Corporation, em 1997, foi o primeiro banco do setor de serviço financeiro dos Estados Unidos a aderir aos princípios da Coalition for Environmentally Responsible Economies (CERES), um código de éticas ambientais desenvolvido pela coligação de investidores, companhias e grupos ambientalistas. Seguindo o exemplo do BankAmerica, o BankBoston, o mais antigo banco comercial dos Estados Unidos, também aderiu ao CERES.
Em 1998, International Finance Corporation (IFC), organização internacional estabelecida em 1956 para promover o crescimento e o desenvolvimento de seus países-membros, por meio da promoção do desenvolvimento do setor privado, divulgou diretriz sobre políticas e procedimentos ambientais e sociais para projetos. Este documento tratou de avaliação ambiental, habitats naturais, controle de pragas, reassentamento involuntário de comunidades, florestas e projetos de hidrovias, dando relevância à performance ambiental e social (IFC).
Em setembro de 1999, o grupo Down Jones lançou o Down Jones Sustainability Index (DJSI) – Índice Down Jones de Sustentabilidade, o primeiro índice global que considera a performance ambiental das empresas.
No Fórum Econômico Mundial em Davos, em 31 de janeiro de 1999, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, desafiou os líderes empresariais mundiais a apoiar e adotar o Pacto Global (Global Compact), tanto em suas práticas corporativas individuais, quanto no apoio à políticas públicas apropriadas.
O pacto Global é uma iniciativa que tem como objetivo mobilizar a comunidade empresarial internacional para a promoção de valores fundamentais nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção. O Pacto Global foi criado para ajudar as organizações a redefinirem suas estratégias e ações, a fim de que todas as pessoas possam compartilhar dos benefícios da globalização, evitando que estes sejam aproveitados por poucos.
O Pacto Global advoga dez princípios universais, derivados da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Declaração da Organização Internacional do Trabalho sobre Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho, da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento e da Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção. O Banco do Brasil aderiu ao Pacto Global em 2003.
Fonte: Agenda 21 do Banco do Brasil.